sábado, 27 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Fruto da semana... o diospiro!

O diospiro é o fruto das árvores do género Diospyros e é originário da China. O seu cultivo é mais propício em zonas temperadas. A coloração pode apresentar-se desde amarelo-alaranjado até um laranja escuro. Dependendo da espécie, o seu tamanho varia entre 1,5 e 9 cm de diâmetro. Normalmente, o caule e o cálice do diospiro formam uma espécie de capuz e permanecem acoplados ao fruto depois da colheita, sendo facilmente removidos quando o fruto amadurece.
Habitualmente, o diospiro tem um elevado conteúdo de taninos, o que faz com que os frutos não amadurecidos sejam adstringentes e com sabor amargo. Ainda assim, existem variedades com baixos teores de taninos, denominados não - adstringentes.
Informação nutricional
Devido ao seu elevado teor de hidratos de carbono, principalmente daqueles com absorção rápida, o consumo de diospiro deverá ser moderado pelo aporte energético e pelas alterações de glicemia (nível de açúcar no sangue) que podem provocar.
Quando a pectina, uma fibra solúvel encontrada nas frutas, chega ao intestino sofre um processo de fermentação que liberta ácidos gordos de cadeia curta. Estes são responsáveis pelos efeitos benéficos para a saúde, nomeadamente no controlo da glicemia e dos níveis de colesterol no sangue, ajuda no processo inflamatório na parede do intestino e promove uma flora intestinal mais saudável.
O potássio é importante para a tensão arterial, para o equilíbrio dos fluídos do corpo e para a contracção muscular. Tem um leve efeito diurético pelo seu conteúdo em água e potássio, que poderá ser benéfico no caso de gota e hipertensão arterial ou em caso de perdas excessivas de potássio, como durante a utilização de diuréticos. É desaconselhado em casos de insuficiência renal, visto que nesta condição o consumo de potássio é restrito.
Os carotenos são transformados em vitamina A depois de absorvidos pelo organismo. A vitamina A é um componente dos pigmentos visuais responsáveis pela recepção de luz na retina dos olhos. Além disso, é importante para uma pele saudável, no crescimento, desenvolvimento ósseo e para a reprodução.
Como comprar e conservar
Escolha diospiros que ainda conservem o pedúnculo e o cálice. Manipule com cuidado porque tem uma pele muito sensível a danos físicos. Poderá optar por comprar o fruto ainda duro e deixar amadurecer em casa, visto que o processo de amadurecimento é rápido e pode ainda ser acelerado se for colocado junto de outras frutas, como a banana. Evite os danos na pele e o amadurecimento excessivo porque nessa altura a pele tende a quebrar-se e poderão desenvolver-se assim bolores na superfície.
Receita: Bolo de Diospiro
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A Batata
É é originária do Peru e é cultivada há mais de 7000 anos. É um dos vegeitas mais utilizados no mundo e é a terceira cultura mais importante como fonte de alimento, sendo apenas superada pelo arroz e pelo trigo. Cultivam-se actualmente milhares de variedades de batata.
A batata chegou à Europa no século XVI por duas vias diferentes: por Espanha, em 1573 e pela Inglaterra, em 1590, sendo nessa altura utilizada sobretudo como uma Planta Ornamental. Em Portugal as primeiras referências à batata surgem apenas em 1789
As batatas têm grande importância na culinária. Podem ser consumidas fritas, assadas, ensopadas, cruas ou cozidas. São muitas vezes consumidas quentes, como acompanhamento da refeição principal, ou frias, como parte de saladas. Podem também ser comidas recheadas ou em puré. A batata frita em tiras curtas e muito finas, chamada batata palha, é muito usada em acompanhamentos a pratos diversos.
Rica em hidratos de carbono, a batata é grande fonte de energia. Contém também sais minerais, vitamina C e, em pequenas quantidades, vitaminas do Complexo B.
Estes nutrientes podem perder-se durante a cozedura. Para evitar isto podem ser cozidas com casca e sem serem cortadas.
Quando cortadas e descascadas devem ser cozidas em pouca água, que deve depois ser aproveitada, por exemplo, em sopas.
A batata crua acaba com dores de estômago e problemas do intestino. Quando crua e ralada, combate infecções, picadas de insectos e quaisquer irritações da pele. Rodelas de batata crua sobre a testa ajudam a eliminar dores de cabeça.
As batatas esverdeadas e as que estão em germinação nunca devem ser consumidas, pois produzem intoxicações que se manifestam através de cólicas e gastrites.
O período de colheita vai de Janeiro a Junho.
2 cenouras;
2 ovos;
sumo de limão;
sal e pimenta a gosto;
2 dentes de alho picado;
salsa picada a gosto;
maionese a gosto.
Preparação:
Cozinhe as batatas já descascadas e cortadas em
pedaços juntamente com as cenouras (também já cortadas) e os ovos.
Quando a batata estiver cozida, escorra bem e misture imediatamente com os demais ingredientes.
Coloque no frigorífico até servir.
Como dizer batata noutras línguas
Potato - inglês
Patata - espanhol
Pomme de terre - francês
domingo, 3 de janeiro de 2010
O primeiro legume do ano, hoje no Couves Para Todos!

Originária do leste do mediterrâneo é utilizada na alimentação humana desde 500 aC.
Da família das compostas, as alfaces são cultivadas sobretudo três tipos a “longifólia”ou (alface romana (1) a “Crispa”ou (alface crespa(2) e a “capitata” ou (alface repolhuda(3) também chamada de americana, donde derivam as muitas variedades que encontramos no mercado como por exemplo: (a roxa (4) a (maravilha das 4 estações), para cultivar no Inverno, (rainha de Maio) cultura na Primavera (repolhuda de Lisboa) para a cultura do Verão; existem ainda a Alemã frisada ou a (gigante de Portugal)
Qualquer das variedades é rica em vitaminas A e C, sais minerais, tais como: cálcio, fósforo e ferro.
Por possuírem pouquíssimas calorias (15 calorias por 100 gramas), esta verdura pode ser consumida à vontade.
A sua ingestão tem a propriedade de desintoxicar o fígado, as cataplasmas quentes de alface, são indicadas para o tratamento de inchaços e inflamações.
Na alimentação usa-se em saladas, simples ou mistas, sopas.
Receita:
Creme de alface (não vegetariano)
Ingredientes:
- 1 Lt de caldo de carne sem gordura
- 1 pé de alface lisa em tiras
- 1 caneca (chá) de tomate sem pele, sem sementes
- 1 cebola picada
- quanto baste de pimenta
- 1 folha de louro
- quanto baste de sal
Preparação:
Leve ao fogo o caldo e os temperos. Deixe cozinhar por 20 minutos. Acrescente a alface e cozinhe por 3 minutos.
Se quiser, pode bater no liquidificador antes de servir.
Sirva com torradas.
p.s.1 - um outro especial obrigado à Susete, por mais uma colaboração com o blog. Desta vez, com um vegetal muito especial: a alface!
p.s.2 - A equipa Couves Para Todos! deseja um óptimo ano aos seus leitores e seguidores, e aos seus amigos e familiares. Muita saúde, amor e uma alimentação equilibrada! E muitas visitas à nossa horta, aos domingos a partir das 10h, para conversar, trabalhar, ajudar, ou simplesmente levar algo para uma deliciosa sopa!
Bem haja.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Uma horta no centro da cidade - artigo do jornal i

O espaço não chega a um hectare, no Monte Abraão, em Queluz, organizado em quadrados perfeitos. Banheiras a céu aberto e uma taça de campeonato são elementos suspeitosos, mas no Verão os espantalhos erguidos no centro de cada rectângulo denunciam talhões agrícolas. O sítio foi escolhido a dedo, ao lado de um bairro social que já desenvolvia actividade agrícola numa antiga lixeira, a metros das entradas de prédios.
"São pessoas que têm um sentido muito enraizado de propriedade do solo, que plantam para subsistir", explica ao i Ricardo Canelas, um dos fundadores. O terreno camarário estava ao abandono, era "um aterro com restos de obras de que já ninguém se recorda". E a ideia do grupo - hoje com um núcleo duro de quatro pessoas e 20 colaboradores - era fazer daquele um espaço de convívio, ultrapassando a mera condição de horta urbana. "É revitalização urbana, mas com um espectro de possibilidades mais alargado do que aquilo que se vê pela janela", conta Miguel Morais, um dos membros mais activos. "Os ganhos são subjectivos. Aqui produzimos para contrariar a ideia de subúrbio, mudar a relação que as pessoas têm com o espaço."
Aos domingos, o convívio está espelhado para quem passa: uma cadeira de barbeiro debaixo de uma árvore convida a sentar-se, agarrar num espelho e ver barba e cabelo aparados sem pagar; ao lado, mesas de churrasco onde cada um grelha carne à vez. "É um bairro social, na sua forma mais básica", explica Liliana Farelo, uma das mais recentes e empenhadas horticultoras. "Partilha-se tudo: tome umas alfaces, dê-me uns coentros."
Regresso às raízes Nos planos para os próximos tempos, realça-se um: o convite feito pelo Palácio Nacional de Queluz para que a mesma ideia seja implantada nos jardins do palácio. O grupo não tem ilusões. "O que queremos é ensaiar maneiras de tornar esta actividade sustentável e produtiva nas cidades", explica Canelas. "Ao produzir para comer, reduzimos a pegada ecológica dos alimentos; com as plantações damos espaço a ecossistemas para crescerem. É uma soberania alimentar, e a outros níveis, que as cidades não conhecem", adianta.
No início, a contrariar os prós, a falta de experiência era o contra partilhado por todos. A ajuda dos avós foi essencial, mas a internet - e o "Borda d'Água", nossa bíblia - foi a primeira grande patrocinadora do projecto. Hoje, são agricultores exímios, adeptos de uma actividade livre de químicos. "Misturar aguardente, água e alho é o melhor para acabar com pragas de piolhos", exemplifica Liliana.
Oferecem ervas e couves à equipa do i, mas não se perdem no discurso. "Na Holanda, os planos directores municipais já incluem espaços para agricultura urbana. E é irónico que a terra mais fértil de Portugal esteja concentrada no litoral, que está mais urbanizado", sublinha Canelas. "Tem de se pensar localmente, senão os projectos estão condenados ao fracasso", conclui Miguel. "Copenhaga, provavelmente, não vai servir de nada, porque estão a querer começar no fim do ciclo."
Na era do Farmville, o grupo levanta- -se cedo para cuidar da horta - mas de mãos na terra e longe do computador. Não procuram subsídios, antes um efeito bola-de-neve: que mais gente veja a horta e queira participar no projecto.
O primeiro ensinamento para os novatos? As banheiras estão ali para recolher água da chuva, utilizada na rega. A taça de campeonato é mero adereço, desenterrado pelo grupo e que ali ficou a abençoar o projecto.
no i online
