segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hortas Urbanas em Portugal

2 de Novembro | 15H30-18H00

Museu da Ciência, Coimbra


Experiências a partir do chão urbano

O tema da Agricultura Urbana tem vindo a surgir em diversos contextos, sejam a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar, o desenvolvimento de economias solidárias ou ainda a integração social e urbanística. O objectivo deste colóquio é contribuir para o conhecimento alargado do fenómeno das hortas urbanas em Portugal enfatizando dimensões históricas, localizações e relações sócio-culturais.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o CES (Centro de Estudos Sociais da UC) apresentam este o tema a partir de um debate que inclui a sociedade civil, representada por uma associação de moradores promotora das agriculturas urbanas em Lisboa, a administração pública municipal a partir do caso emblemático das hortas comunitárias do Bairro do Ingote em Coimbra, e a comunidade científica, representada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.


PROGRAMA

15H00 | 15H30
ECOLOGIA CÍVICA E AGRICULTURA URBANA. O CASO DA ALTA DE LISBOA
Jorge Cancela, Coordenador da AVAAL – Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa

15H30 | 16H00
O CASO DAS HORTAS COMUNITÁRIAS DE COIMBRA: O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS NA PROMOÇÃO DA AGRICULTURA NO QUOTIDIANO DA CIDADE
Francisco Queirós
, Vereador da Habitação da Câmara Municipal de Coimbra

16H00 | 16H30
HORTAS (PERI) URBANAS EM PORTUGAL: PERGUNTAS, DESAFIOS E CENÁRIOS POSSÍVEIS. RUMO A CONSTRUÇÃO DE UMA REDE DE EXPERIÊNCIAS?

Giovanni Allegretti e Juliana Torquato Luiz, CES

16H30
DEBATE ENTRE O PÚBLICO E OS ORADORES

MAIS INFORMAÇÕES
Entrada gratuita
Inscrição obrigatória - enviar email para:
geral@museudaciencia.org

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Couves para Todos na Revista Visão (14/10/2010)


in Revista Visão, 14 de Outubro de 2010, ed. especial ecologia
Reportagem de Vânia Maia

*(clique e zoom in para ler bem)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fermento e... a Horta em crescimento!


Com a chegada do Outono, a Horta Comunitária de Monte Abraão começa a ganhar uma nova dinâmica e a voltar rapidamente ao activo, não só no que à agricultura biológica diz respeito mas, também, na forma de contactos, experiências e, sobretudo novos amigos e amigas!

Fomos convidados pela Fundação Aga Khan a participar num evento chamado Fermento: Comunidades em Crescimento, iniciativa organizada por esta fundação em parceria com a TESE, que decorreu nos dias 15 e 16 de Outubro. Foi uma oportunidade única para partilharmos o nosso projecto com muitas pessoas e para ficarmos a conhecer outros tantos projectos que, como o Couves para Todos, primam pela sua simplicidade e pelo seu carácter inclusivo. Uma das principais conclusões? A inclusão promove-se através da junção de interesses e vontade em iniciativas simples com resultados complexos e ricos em diversidade e proactividade.

O primeiro dia do Fermento esteve reservado à organização de visitas, por inscrição, a diversos projectos de intervenção social na área de Lisboa. A Horta Comunitária de Monte Abraão teve o prazer de receber um grupo de sete pessoas, todas elas com proveniências distintas. O objectivo? Dar-mos a conhecer o nosso projecto, não em tom afirmativo, mas na forma de perguntas, discussão e desafios que enfrentamos. Vivendo nós num mundo tão complexo, estamos esquecidos de como é simples fazer coisas por livre e espontânea vontade, e foi isso que nós tentámos transmitir aos nossos visitantes. Falámos de couves e do Bairro 1º de Maio, de rabanetes e dos nossos vizinhos, de ervas de cheiro e de como nos organizamos semanalmente para criar um espaço onde possamos estar. Criticamos as cidades onde vivemos, mas oferecemos uma hipótese, na intermitência das nossas deslocações diárias existe um espaço de 100 metros quadrados onde podemos Estar e, melhor, Estar todos juntos, ao mesmo tempo. A Horta biológica é o objectivo mas tornou-se, percebemos nós agora, a desculpa para nos sentirmos bem num sítio, e para estarmos todos juntos. Por entre apresentações, conhecimentos, ideias e sugestões, muito se falou de agricultura enquanto forma de promover a inclusão, enquanto forma de satisfazer as necessidades de toda a gente, seja do que precisa de cultivar para comer, do que precisa de um espaço para conviver, do que precisa de desanuviar ou até do que apenas precisa de ver um pouco de verde no seu dia-a-dia. A conversa prolongou-se por cerca de hora e meia, até que o frio do Outono lá nos expulsou. Creio que todos se foram embora com algum optimismo e, sobretudo, com vontade de estar no dia seguinte no Centro Ismail de Lisboa, para uma jornada rica em pessoas, contactos, e outros projectos cheios de simplicidade mas também genialidade.

No segundo dia, dia 16, a Horta reuniu uma comitiva generosa e diversificada para marcar presença no Centro Ismail. O programa era tão rico e diverso, entre microshops diversos, sessões de trabalho e convívio, que percebemos que o melhor seria mesmo dividir-nos e ir cada um a uma coisa diferente, de forma a que no final pudéssemos ter um apanhado de tudo o que se anda a fazer por aí. De manhã, participámos em sessões de trabalho com vários temas: criatividade, redes, inteligência emocional, etc. À tarde, foram os microshops de vários projectos, houve de tudo, prédios falantes, associações que juntam pais, alunos e professores, jovens com super-poderes, grupos de sensibilização para as dificuldades diárias de pessoas com mobilidade reduzida, hortas portáteis, enfim, uma série de coisas que nos chamaram a atenção de diversas formas, sobretudo porque são problemas latentes das comunidades, que estão a começar a ser solucionados por pessoas que viram no colectivo uma solução possível. Respirava-se no Centro Ismail um ar cheio de proactividade e vontade de actuar, inovar, de não deixar nada como está. Pessoas normais, como tu e como eu, a ir para algum lado por carreiros diferentes mas com um sentido comum.

No final deste dia as mensagens a reter eram muitas, muitos números de telefone trocados, muitas referências a blogs, sites, eventos, workshops futuros, entre outras partilhas. A vontade é de que para o ano haja mais, que isto não fique por aqui.

Há muito mais para contar mas mais não vos conto. Se quiserem saber mais terão que nos encontrar a todos no sítio de sempre: Domingos, das 9h30 às 13h00 na Horta Comunitária do Monte Abraão! Resta-me deixar, em nome do Couves para Todos, um grande obrigado à Zara Merali, da Aga Khan, por nos ter procurado, convidado, ajudado e, também, pelo reconhecimento do valor do nosso projecto! Aproveito também para dar as boas vindas a uma nova colaboradora, a Susana Branco, que chegou cheia de vontade desenhar coisas cá pelo Monte Abraão e por esse mundo fora!

Miguel Paisana

(a coluna de links do Couves será actualizada brevemente!)




segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Descobre o Permacultura Portugal

É o espaço internético obrigatório para todos os que procuram ou se interessam por formas de vida mais simples, mais sustentáveis, mais felizes e em comunhão com a natureza.

Permacultura Portugal é uma rede social que promove o movimento de transição e a permacultura no nosso pais.

É como um pequeno facebook, onde mais de 1300 membros (um número sempre a crescer!) podem interagir, procurar e partilhar informação sobre as pequenas grandes mudanças que estão por aí a acontecer.

Estão lá quase todos os projectos relacionados com permacultura e sustentabilidade pelo país fora.

Na secção “eventos”, ficas a par da quantidade incrível de encontros, cursos, workshops, e conferências, sobre temas como a permacultura, agricultura biológica, construção com materiais naturais, ecologia ou a vida em comunidade.

Se os temas te interessam ou simplesmente provocam a tua curiosidade, cria a tua conta junta-te à comunidade!

Francisco

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Rosmaninho




Também conhecido por alecrim, o rosmaninho é uma planta comum no nosso país.

Considerado um arbusto, as folhas são pequenas e finas, a flôr é roxa e o aroma é intenso e agradável.

Na natureza chega a atingir 1,8 m, mas se for plantado num vaso, o seu crescimento é menor. Como é uma planta mediterrânica, resiste bem o clima quente e seco do verão e invernos pouco chuvosos. Quando é jovem, deve ser regada de 15 em 15 dias, depois disso já não necessita de rega.

Na culinária, pode ser usado como mel de rosmaninho e como condimento para a manteiga. Outras aplicações incluem a utilização desta planta como repelente de traças e outros bichos, talvez por isso é comum colocá-la em saquinhos junto à roupa.

As suas propriedades antibacterianas conferem-lhe propriedades medicinais. Também é recomendável para combater febres intermitentes, febre tifóide e digestão lenta. A infusão de alecrim é benéfica também a nível cognitivo, estimulando a memória.

Desde a sua antiguidade, é queimado como incenso em templos e igrejas.


A horta comunitária do monte abraão possui um exemplar recente, com cerca de 50cm de altura.


Ana Raquel e Joana

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FESTA NA HORTA DO MONTE! VEM REFRESCAR IDEAS CONNOSCO!



JUNTA-TE A NÓS no próximo dia 18 de Julho, domingo, a partir das 15:30, para troca de ideias para o 3º ano da HOCMA. Haverá:
conversa sobre agricultura urbana biológica,uma sessão muito divertida de trabalho colectivo,boa música,e lanche partilhado!

Traz uma merenda para partilha, e VEM PASSAR UMA BOA TARDE DE CONVÍVIO COM O COUVES PARA TODOS!
SÃO TODOS BEM-VINDOS!TRAZ IDEIAS, ALEGRIA, BOA DISPOSIÇÃO E AMIGOS!

O COUVES PARA TODOS CONTA COM A VOSSA PRESENÇA E CARINHO.APAREÇAM!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Entrevista à Horta Comunitária do Monte Abraão

As respostas que demos a uma jornalista que nos contactou por e-mail

Há quanto tempo existe o projecto?
Estamos agora a comemorar os 2 anos da horta (começou em Junho de 2008).

Quantas pessoas estão envolvidas no projecto?
Há cerca de cinco jovens que constituem o “núcleo duro”, pondo as mãos na terra regularmente, mas várias dezenas de pessoas têm passado pela horta e dado o seu contributo.

Que motivações têm as pessoas que procuram ter a “sua” horta?
Primeiro, mais do que “sua”, esta horta é uma horta de todos os que lá participam. Por isso há a motivação de fazer algo em grupo, de conviver e passar alegremente o tempo. Depois há a grande motivação de voltar a ter o contacto com a terra, que se perdeu nas cidades. Há um movimento enorme de pessoas, cada vez maior, que procura dar mais sentido à sua vida voltando-se para a natureza. E com uma simples horta pode-se conhecer todo o ciclo da natureza: como se cultivam os alimentos que chegam ao nosso prato, e como o lixo que fazemos se pode decompor e voltar à terra para a fertilizar. Também é uma motivação o podermos ter alimentos de qualidade, que sabemos de onde vêm (sabemos, por exemplo, que não contêm químicos perigosos, que não vêm de sítios distantes, que não envolvem a exploração de agricultores nem a acumulação de riqueza de um grande produtor ou de uma grande empresa de distribuição, etc.). Ganhamos mesmo algum carinho pelos alimentos depois neles colocarmos alguma energia, e assim melhoramos a nossa relação com aquilo que comemos, tornando-a mais saudável e consciente.

Que benefícios trazem para as cidades estes espaços?
Apenas alguns exemplos: Alimentos mais perto de casa, que não têm de viajar quilómetros e quilómetros nem esperar muitos dias para ser consumidos, repletos de produtos químicos que os fazem parecer mais frescos. Uma actividade relaxante e com significado, no meio do tanto stress e do entretenimento “fast-food” das cidades. Alívio para o orçamento que as pessoas têm de dedicar à alimentação. Contributo para a beleza natural e para o desenvolvimento da biodiversidade (com uma simples horta surgem os caracóis, as joaninhas, as borboletas, os pássaros, etc.), por entre o cinzento e a poluição da cidade. Espaço de convívio e aprendizagem mútua. Exercício físico com alguma utilidade, ao contrário daquele que se faz dentro das paredes de um ginásio. Manutenção de solos de qualidade para absorver água em caso de cheias.

Que tipo de terrenos têm sido ocupados com estas hortas?
Terrenos que, por desleixe, por incompetência, por ganância (a especulação imobiliária), ou por qualquer outra razão, vão sendo deixados abandonados e inutilizados, para os quais as pessoas encontram felizmente uma utilidade.

Em tempo da tão falada crise, estes espaços podem ser uma boa resposta para as famílias?
Sem dúvida que podem ser um bom contributo para as famílias. Ajudam a levar alguma comida de qualidade para casa, reduzindo as despesas com alimentação, mas também podem ajudar as pessoas a olhar para as coisas simples e perceber a inutilidade do consumismo dos nossos dias. E, do que temos visto, as couves continuam a crescer bem e sem se queixarem, com crise ou sem crise.

Quem tiver interesse em ter um espaço onde se pode informar?
Existem algumas câmaras (Porto, Seixal, Coimbra, por exemplo) com programas de hortas na cidade, mas que por vezes são muito burocráticos. O nosso conselho é que tentem falar com a respectiva câmara municial ou junta de freguesia para apresentarem a ideia e saberem da possibilidade de utilizar um dos terrenos que estas entidades tantas vezes têm abandonados. E se não houver receptividade, simplesmente olhem à vossa volta, procurem um espaço livre, juntem pessoas e comecem a horta. A internet tem muita informação sobre agricultura biológica. O clássico “Borda d’Água” também pode ser uma ajuda importante. E porque não consultar os familiares ou amigos que trabalham ou trabalharam no campo? Mas o melhor, claro, é aprender fazendo!