quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Campanha europeia em defesa das sementes livres‏


Retirado do site do Gaia

Talvez ainda não saibas, mas desde 2008 que a Comissão Europeia está a trabalhar numa reformulação da legislação sobre a protecção das variedades vegetais. Esta legislação determina os direitos dos agricultores na reprodução, troca e comercialização das sementes, sob a égide de proteger os agricultores de sementes com baixa qualidade.

Contudo, esta lei trabalha a favor das grandes empresas de sementes e a reformulação proposta pela Comissão Europeia tende a acentuar as desigualdades no acesso ao mercado por parte dos pequenos produtores. Isto significa que, na prática, estão a ser condenadas um grande número de variedades tradicionais, locais e/ou biológicas que deixam de ter viabilidade para serem comercializadas, ao mesmo tempo que favorece a aquisição anual de sementes patenteadas por um punhado de multinacionais (que já detêm, actualmente, mais de 40% do mercado global de sementes e 100% das sementes transgénicas). Há uma perda de biodiversidade, bem como do trabalho de adaptação das variedades a várias regiões. Em resumo, esta lei pode condenar o espólio milenar das variedades agrícolas tradicionais e os seus melhoramentos, tornando-o inacessível ao agricultor ou cidadão hortelão.

É para debater e agir sobre este tema que lançamos o apelo à tua participação na 1ª REUNIÃO PREPARATÓRIA DA CAMPANHA, dia 3 de Janeiro, às18h00 no RDA 69 (Regueirão dos Anjos, 69, Lisboa - metro Anjos) (ver mapa)

Esta reunião pretende apresentar uma proposta de campanha europeia, lançada pela associação alemã Janun e.V. e que conta incluir, pelo menos, Portugal, Espanha, Hungria e Polónia. A campanha pretende acompanhar e intervir sobre o processo político (que terá, provavelmente, as decisões mais importantes ao longo de 2011), estimular um debate amplo na sociedade em torno de tópicos relacionados com sementes (património genético, biopirataria, transgénicos, etc.) e desenvolver redes internacionais para a troca de sementes e acção directa na preservação de variedades tradicionais.

O projecto conta já com algumas ideias: cultivo de hortas para preservação de variedades tradicionais em cada país, boletins mensais traduzidos em várias línguas, sessões de informação, acções e, no final do projecto, um intercâmbio internacional em Portugal, onde serão partilhadas as sementes.

contacto: sementeslivres@gaia.org.pt

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Couve Bróculo Romanesco




E se plantássemos esta couve?

Não sei ao que sabe, mas hoje comprei um exemplar para experimentar! Ainda estou à procura da melhor receita, mas aceito sugestões!

Vai uma tremoçada em Junho?




Ontem ao passear por Lisboa, como quem vem de Santos para o Cais do Sodré
(Rua D.Luís I), parei numa loja tradicional que vendia sementes, depois de meia hora de conversa encantei-me com os tremoços, e se S. Pedro ajudar amanhã lá os iremos plantar.

Da meia hora de conversa fiquei a saber que: São uma planta óptima para evitar que cresçam ervas daninhas (bem precisamos!)...Mas "cuidado menina!" são muitíssimo tóxicos se não forem tratados (quem diria!)

Susana

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como fazer uma horta portátil?



Um dos microshops do Evento Fermento: Cidades em Crescimento que nos chamou a atenção, foi uma sessão dinamizada pela Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa, que ensinava todos os participantes a construir hortas portáteis! Não só tivemos oportunidade de nos dividir em grupos para construir uma horta portátil como pudemos perceber as vantagens de ter uma horta portátil de estimação. A AVAAL tem como objectivo da sua acção dinamizar e promover a construção de hortas portáteis entre os habitantes da Alta de Lisboa.

Antes de explicar como fazer uma horta portátil, será útil perceber as vantagens de tal coisa. Imaginem que querem ter um pequeno reservatório de ervas de cheiro em casa, para dar sabor aos cozinhados que, não variando se podem tornar repetitivos e cinzentões. Se essa mini-horta estiver sempre no mesmo sítio, pode ser complicado dar-lhe a exposição solar necessária! Com uma horta portátil podem facilmente mover as vossas ervas de cheiro de um lado para o outro da casa, aproveitando a luz da manhã e da tarde. Uma outra utilidade pode ser o controlo e combate de pragas. Sabendo que certas ervas de cheiro podem atrair ou afastar pragas indesejáveis, será útil ter sempre um batalhão de hortas portáteis à mão na nossa horta ao ar livre, assim podemos mover os nossos batalhões para as zonas mais afectadas, controlando melhor a acção das pragas e mantendo as nossas couves e alfaces saudáveis, uma espécie de xadrez orgânico! Falo de ervas de cheiro mas é possível plantar alfaces e couves, por exemplo, ou mesmo até morangos. De resto, rosmaninho, cebolinho, manjericão, salsa, coentros, sálvia, hortelã, menta, caril, etc. etc!

De que material precisamos para fazer, por exemplo, uma horta portátil de cheiros? Pouca coisa:

- Um vaso de cerâmica ou, melhor, um balde de tinta sem vestígios de tinta, porque tem pega para transportar, com buracos no fundo (não convém usar plástico, porque o plástico acaba sempre por afectar a qualidade da terra a curto / médio prazo;

- Um prato ou base para meter a horta portátil em cima;

- Terra biológica, sem aditivos (o suficiente para encher o recipiente, já se começa a encontrar em muitos viveiros por esse país fora);

- Algum material drenante (tijolos, gravilha, pedras pequenas, pedaços de telhas ou até cartão! Em qualquer dos casos os pedaços deverão ter no máximo uns 4 cms de largura diâmetro, para não caírem pelo fundo do vaso);

- Os pés que se pretende plantar (gostas de fazer assados e massas? Rosmaninho, cebolinho, alecrim e mangericão, por exemplo).

Como fazer?

- Antes demais, estender um plástico no local onde vão estar a preparar a horta, porque é um trabalho que suja bastante...

- Colocar o material drenante no fundo do recipiente (se comprarem um vaso de cerâmica, ele deve vir previamente furado - Se usarem uma lata de tinta terão de furar o fundo em vários locais, isto serve para garantir que a água da rega não se acumula no fundo do recipiente, começando aí a apodrecer comprometendo a qualidade da terra e estragando a horta). O material drenante deve preencher o fundo do recipiente e criar uma camada que ajuda a escoar a água, que sairá pelos buracos do fundo. Ou seja, o objectivo é que a rega sirva para humedecer a terra, não para a afogar!

- De seguida pode-se colocar logo terra, até ocupar dois terços da altura do recipiente. Não encham logo até cima, porque senão é mais difícil dispor as plantas como acharem melhor. O aspecto da vossa horta deve ser este:




- Depois disponham as plantas como quiserem, todas juntas ou separadas. Podem até criar padrões ou fazer jogos com relevo, deixando as ervas maiores ao centro e as mais baixas no rebordo, fazendo uma espécie de pirâmide.

- Depois de colocados os pés, encher o resto do recipiente com terra até preencher o espaço que sobrou! e...

... já está! Simples e rápido. Uma nota apenas: com o passar do tempo e com as regas consecutivas, a terra tornar-se-á mais compacta e irá assentando. Nessa situação deverão colocar mais terra. Podem também ajudar a vossa horta colocando composto orgânico ou fertilizante orgânico. No caso deste segundo, o elevado preço não justifica os resultados, conseguem-se resultados esplêndidos de maneira perfeitamente natural! Devem regar a vossa horta com regularidade, de forma a que a terra esteja sempre húmida.

As possibilidades são imensas, há até quem já tenha cultivado cogumelos silvestres em despensas escuras... Saboroso, não?

Miguel Paisana

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hortas Urbanas em Portugal

2 de Novembro | 15H30-18H00

Museu da Ciência, Coimbra


Experiências a partir do chão urbano

O tema da Agricultura Urbana tem vindo a surgir em diversos contextos, sejam a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar, o desenvolvimento de economias solidárias ou ainda a integração social e urbanística. O objectivo deste colóquio é contribuir para o conhecimento alargado do fenómeno das hortas urbanas em Portugal enfatizando dimensões históricas, localizações e relações sócio-culturais.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o CES (Centro de Estudos Sociais da UC) apresentam este o tema a partir de um debate que inclui a sociedade civil, representada por uma associação de moradores promotora das agriculturas urbanas em Lisboa, a administração pública municipal a partir do caso emblemático das hortas comunitárias do Bairro do Ingote em Coimbra, e a comunidade científica, representada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.


PROGRAMA

15H00 | 15H30
ECOLOGIA CÍVICA E AGRICULTURA URBANA. O CASO DA ALTA DE LISBOA
Jorge Cancela, Coordenador da AVAAL – Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa

15H30 | 16H00
O CASO DAS HORTAS COMUNITÁRIAS DE COIMBRA: O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS NA PROMOÇÃO DA AGRICULTURA NO QUOTIDIANO DA CIDADE
Francisco Queirós
, Vereador da Habitação da Câmara Municipal de Coimbra

16H00 | 16H30
HORTAS (PERI) URBANAS EM PORTUGAL: PERGUNTAS, DESAFIOS E CENÁRIOS POSSÍVEIS. RUMO A CONSTRUÇÃO DE UMA REDE DE EXPERIÊNCIAS?

Giovanni Allegretti e Juliana Torquato Luiz, CES

16H30
DEBATE ENTRE O PÚBLICO E OS ORADORES

MAIS INFORMAÇÕES
Entrada gratuita
Inscrição obrigatória - enviar email para:
geral@museudaciencia.org

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Couves para Todos na Revista Visão (14/10/2010)


in Revista Visão, 14 de Outubro de 2010, ed. especial ecologia
Reportagem de Vânia Maia

*(clique e zoom in para ler bem)